confesso, podia dizer-te milhoes de coisas que te soassem bem, e que gostasses de ouvir, mas ia maltratar o coração e enganar a ingenuidade. por isso, fico-me pelo não dizer.
até doi
quinta-feira, julho 29
segunda-feira, julho 26
abre e fecha os olhos.
domingo, julho 25
pureza desgastada;
sexta-feira, julho 23

eu compreendo, sentes-te assim, como eu. podes ter até a sorte de poder ver no que não imaginavas e o desaire de partires com o que ainda exestia. e é um frio, demais, gela-te ao ponto inoportuno de te deixar ficar mal. queres silêncio, retiro. o som a luz e o tempo desaparecem. mas continuas com a tua cabeça e o teu coração quando por vezes tudo o que eu, tu, e meio mundo precisavam eram 5 gotas de morfina.
segunda-feira, julho 19
passado presente
sábado, julho 17
imensidão.
e a madrugada rompeu, ele tentou a ilusão, não resultou e fracassou. restava-lhe o animal, um velho cão cansado da azafama transmontana, nele o pranto não acabava e queria-o sempre por perto, junto do cansaço e do esforço não reconhecido pelos campestres. naquele momento desejou viajar pelo céu e encontrar a imensidão da vida, mas o firmamento era infinito.
quinta-feira, julho 15
já vai.
eram tornozelos torneados, repeletos de cavidades, excessivas até, causadas por um desgaste fisico visivel, tinha andado na guerra. gerra fria, que continuava. sentia-se cansado, não andava. a sua respiração, soluçava cada vez mais, sentia os braços trémulos e tornava-se dificil sobreviver. recordava tempos de moçidade em que a força era o seu forte. era viuvo e os filhos emigrantes, havia visto dois dos quatro netos, sabia que não tinha tempo de lhes contar o seu passdo, de lhes despertar o interesse com as lendas antigas e os inigmas por descobrir. sentia puxoes de lados que não conhecia e, no fundo, sabia que não ficaria nem mais um dia. a cadeira da sala tinha covas então deitou-se na cama das memórias, fechou os olhos e pediu perdão por quem havia feito mal ao mundo, agarrou as mãos, po-las no peito e deixou de sentir o coração. nesse momento, a guerra acabou.
terça-feira, julho 13
mesmo que nao entendam

era um boca bem pequenina, curta. nao chegava ao ponto de se contradizer porque nada do que tentava fazia sentido. foi, pensou que podia crescer e naturalizar todo o sobrenatural. tentou normalizar-se e encontrar um ponto de equilibrio social, mas não, não resultou. então, a personalidade ensinou-lhe que o sobrenatural nao tinha que se tornar natural, nem a sociadade se devia encontrar com ela, continuou o rasto forte e cheio de vida, e, começou a falar.
segunda-feira, julho 12
cair? NÃO.
agora que chegou a hora de desistires do superfulo, começas a tomar noção do tempo perdido, do que ultrapassas-te e do que desistis-te, só depois cais-te em ti. agora que te sentes bem, sabes que por mais que bem, hasde chorar um rio. que vai secar, vai desaguar. mas olha, não penses nisso agora, vive o momento, aproveita a oportunidade, sabes que vais ser feliz.
sexta-feira, julho 9
dianteiro, um passo atrás.
ficou a espera, para sempre, um dia ia acontecer como queria, foi uma espera intensiva e delicada. porque a solidão sempre doeu demais, e, restava-lhe um ultimo cigarro não o ia acender porque a luz da chama, chamava demaisiado a atenção, o fumo ancandear-se-ia nos seus olhos, e, mais tarde não iria conseguir dormir. estava sentado numa simples pedra, fria e exposta a erosão nunca saberia como se sentia, desejava sentir a sensação então, deu-se ás mãos ásperas do mundo e cedeu tudo o que havia construido até lá. mais tarde, penso que se veio a apreceber que não seria a melhor opcção porque estas mãos eram gélidas demais para o seu pobre coração.
terça-feira, julho 6
polo norte/SUL
e quando ferve, há uma tentativa de romper o calor. tentativa mal sucedida que acaba sempre por fracassar, começa com intevir forças que não são bem vindas do outro lado e, mesmo que poucas, elas chegam, e enquanto vinham, têm sido cada vez mais fortes. ambos não querem, mas, no entanto, são inespensáveis a sobrevivencia do orgulho. e um dia, um dia vai arder.
sábado, julho 3
sim, é redondo.

e sim, são incapazes de ser reais. não vivem no mundo grande, vivem no pequenino que é sempre comido pelo grande, são pisados até o retorno ser impossivel, e depois de lá estar, acomodam-se, contrariados. mas quando pisados, começa a falhar a voz. e esse mundo grande, imponente, não fraqueja, não porque nunca lhe impuseram um impossivel, e fazem o que querem, é preciso unir os dois mundos antes que ambos caiam num desespero eterno.
quinta-feira, julho 1
incredivel.
e ninguém estava a espera, sentou-se. esperou pelo por do sol, e, falou. num tom de descuido deu a entender que ninguém seria tão forte como o que já foi, e foi desprezado. esperou pelo nascer do dia, e foi embora. tinha uma voz, a seu ver, capaz de mudar opinioes. não desistiu, e voltou, sentou-se e falou tão coerentemente que toda a gente acreditou nele, mas ninguém lhe deu valor.
segunda-feira, junho 28
desgaste visivel
sexta-feira, junho 25
velho
fartas de tudo o que passaram em vão, e lutaram mais do que ninguém para ter uma vida estável. ficam sempre com um olhar triste e cansado, e passam os dias, sempre iguais, ficam á espera que o caminho acabe. e como se não bastasse, ainda são olhados de lado. vivem como se fossem um resto de tudo o que existiu.
o mesmo.

não sei o motivo para ir, mas não vou ficar outra vez. foi só hoje que percebi que o amanhã talvez fosse voltar, eu não queria, então, deitei-me no chão, á espera que a glória do vento me mudasse as ideias. mas o caminho certo já tinha rumo definido. e continua a ser sempre o mesmo, todos os dias agradecem á noite por não me fazerem falta. e acaba por se enquadrar num circulo vicioso.
quinta-feira, junho 24
plataforma do ganho.

foi quando chegou. nunca pensoou que poderia afectar porque sempre teve tudo o que queria. e as marcas que passavam por todos, nunca lhe tocavam. até que um dia descobriu o que lhe faltava, tentou esquecer o passado, mas o presente nunca o tinha ultrapassado, e estancou. queria ficar ali, sincero, mas estava ausente demais para o que lhe tinha prometido. e de repente, ela ganhou mesmo.
quarta-feira, junho 23
demasiado perto para quem está longe.

e quando eu te sinto comigo? tenho o mundo, mas nem sempre preciso do mundo, só preciso de ti. é apenas a melhor maneira de te ver aqui comigo, sem te sentir. é agarrar-me a uma almofada e sentir que estou mesmo segura, e mesmo que não, tenho-te comigo, porque eu sei que não te tenho, e muito menos que te quero ter, de todo que não quero, não preciso de nada. só sei que comigo é o melhor lugar, porque estás lá, comigo, mesmo que sem mim.
terça-feira, junho 22
poderes
segunda-feira, junho 21
compreenção (in)justa
atenta
domingo, junho 20
embora parvo
quinta-feira, junho 17
não acaba

e eu sei, eu sei que não pode ser assim, que vai ter que acabar. mas não acaba. não fico triste por isso, mas não acaba. nunca acaba. começou bem pequenino, sem querer crescer, queria mesmo que fosse embora. não mexia. depois, depois foi diferente, porque quando começou a escapar, começou a doer. e foi aí que percebi que não queria que fosse. voltou, fugiu, voltou, fugiu e figiu fugiu e fugiu. e é assim, e continua assim, faz o que quer, e quando quer. e eu, eu vou, vou sempre, mas não vou muito, e á medida que o tempo passa, vou recuando. não pode ser sempre. e quando recuo, continuo a andar, porque me sinto mais segura se fizer como quero. e a razão do recuoo? é simples, nunca soube dividir. querias divisões, mas isso não resulta, nunca vai resultar, mas não me arrependo porque apesar do nada, o tudo, nunca vai acabar.
quarta-feira, junho 16
tenho-me

eu não estou sozinha, tenho-me a mim.
se eu penso uma coisa, concretizo-a, e eu, nunca me desiludiu. sempre que precisei de falar, falei comigo. comigo estou segura, sei que posso acreditar, sei que posso confiar, sei também que nunca me vou abandonar, sei que posso até voar alto de mais mas acabarei por voltar a mim.
o que me poderia desiludir, não vai voltar. já foi e não tem retorno.
porque agora, a minha paz está em mim, e o resto, procuro os outros, mas nunca sem me consultar a mim primeiro.
porque eu sem mim, não sou ninguém.
e, se cair, vou lá estar para me levantar, por mim. porque tenho tudo, ou mais do que toda a gente tem. tenho-me a mim.
Eu cheguei a encontrar-me a tempo, e agora que encontrei, não vou vacilar. sei que nunca me vou abandonar, porque comigo, sinto-me segura.
segunda-feira, junho 14
continua a procurar.

hoje sentes-me, amanha não te lembras do que aconteceu, perdes-te na imensidão do mundo, mundo que apesar de concreto é incerto. é revolucionado não por convicções mas por ilusões, essas começem e acabam lentamente, isto porque ninguém sabe o que quer. fingem perceber, mas não, a incapacidade é demasiada. é uma eterna imensidão, impossivel de agarrar.
e quando pensas que está longe de ti, é quando está mais perto. pronto a aproveitar-se do que não é dele. e queres dar-te como exemplo, mas as vidas não são as mesmas, as histórias de uns, por mais que muito, são sempre diferentes,
e não se vão tentar ajudar.
a vida não tem caminho, a vida arrasta-se, a vida é mesmo assim, para além de lenta, senta-se, e fica a espera que o que aconteca tenho boas ou más consequências, que noutro mundo poderiam ser influenciadas pelo vento.
sei que as vezes, ás vezes, ela quer o que não tem, mas não pode ser sempre tudo pensa, e nessas alturas que nos pica, é nessas alturas que nos dói bem cá dentro, a dor faz-nos isolar, sentes-te sozinho e desamparado, não sabes o que fazer porque nada bate certo.
e depois, depois há sempre uma vida, uma vida externa, que te empurra, e aí ainda pode salvar um lugar a sós.
e quando pensas que está longe de ti, é quando está mais perto. pronto a aproveitar-se do que não é dele. e queres dar-te como exemplo, mas as vidas não são as mesmas, as histórias de uns, por mais que muito, são sempre diferentes,
e não se vão tentar ajudar.
a vida não tem caminho, a vida arrasta-se, a vida é mesmo assim, para além de lenta, senta-se, e fica a espera que o que aconteca tenho boas ou más consequências, que noutro mundo poderiam ser influenciadas pelo vento.
sei que as vezes, ás vezes, ela quer o que não tem, mas não pode ser sempre tudo pensa, e nessas alturas que nos pica, é nessas alturas que nos dói bem cá dentro, a dor faz-nos isolar, sentes-te sozinho e desamparado, não sabes o que fazer porque nada bate certo.
e depois, depois há sempre uma vida, uma vida externa, que te empurra, e aí ainda pode salvar um lugar a sós.
quarta-feira, abril 7
chegou, ficou, marcou, bazou!
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















